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2010-07-20

Today let's talk about handmade Brazil!


Today I want to talk about the important role that the Brazilian craft exercises in sustaining and improving the living conditions of millions of families in the country.


First I need to call attention to the beauty of our craft: colorful, full of life, energy and creativity! I love it! Of course I'm not talk about any craft - it is not enough for me to be simply "hand made", it has to be  unique, modern, and especially nice! Want to see some examples? Look these ones I found. Who wouldn't use these necklaces, this charming wallet?



And it is not only the accessories. The principle is the same for ceramics, weavings, baskets, etc.. The pieces have to enchant!



Today there are about 8.5 million people working in the production of handicrafts in Brazil -  87% women, who often learned the craft from their mothers, since the teachings are traditionally passed from generation to generation .
This current process not only improves the life of several families, but also contributes to the sustainable development of regions with productive potential which often found themselves marginalized and without any perspective.
Want an example? This here is the wonderful work from Sebrae! It's just a case, but there are hundreds of others ...
Agulha Mágica (Magic Needle) : Santa Maria, Federal District - per capita income (annual) equal to the minimum wage, unskilled labor and unemployment rate above 20% of the economically active population.
Ana Maria Neta was a typical woman of this community. A married mother of three young children, working as a maid. Like many women,Ana was unhappy because no one would take care of her children while she was away, working. Ana Maria's dream was to find a way to ensure the sustenance of the family, balancing her activities of mother and wife.
Ana Maria was not alone, there were other families in similar circumstances. What was common among women of Santa Maria is that they possessed a manual skill cultivated as a tradition: the ability to crochet with perfection. In 1997, Mary Anne found herself with her children sick, needing her more than ever and at the same time, her income was essential for the maintenance of the house.

It was necessary to find alternatives to reconcile family life with work. It was a matter of survival.
Ana Maria was a very humble person, but her entrepreneurial attitude was perceived in everything she did. She was determined to change her family situation and knew that to do so she would have a hard road ahead. In 1997, she heard about a crochet design course  promoted by SEBRAE. Ana Maria, who already knew how to crochet, was soon to sign up - when she finished the course, Maria Ana sent a large supermarket chain in São Paulo a sample of a new product: towels with fruits and vegetables made in colorful crochet,  in high relief - attributes that added value to a simple product, present in all Brazilian kitchens.
Interested in the product, the company ordered 500 towels. Ana Maria, already recognized as an artisan, took three months to deliver them.


Frightened, Maria Ana went to SEBRAE, to ask for help - the program "One swallow does not make a summer." Guided by  SEBRAE experts, the artisan began to work with multiplication, teaching other women to do their work on crochet. This initiative was pioneered in the community of Santa Maria.
The work has enabled about 2,000 women who, after having been qualified and selected, expressed the desire to join forces to work. Thus,  the Magic Needle Association was born in 2000, giving an identity to that informal group that grew each day.
Success came in 2001 when the orders exceeded 2500 towels / month.


Ana Maria opened in 2002, the company Art Brazil, which, with the her husband's help, who had left his job as a bricklayer to devote to crochet, planned and organized the production and was in charge of marketing the towels
.



The perceived changes refer not only to the increased income and the quality of life, but mostly to  their self-esteem. These women  became more secure and confident in the ability to produce a change.
That's it. Cool huh? Developing the creative and artistic potential of needy people and to transform the lives of an entire community with their own work ... and still live surrounded by beautiful things. Can there be anything better?





2010-04-16

A tal da melhor idade...


Hoje virou moda substituir o termo 3ª idade por "melhor idade". Não sei se é verdade que esta fase seja mesmo a melhor idade (porque ainda não cheguei lá), mas acho a nova expressão (marketeira) bastante simpática. E acredito que deva haver um fundo de verdade nesta qualificação...

Vejamos: se por um lado há um evidente (e inevitável) declínio físico - mesmo para o Abílio Diniz que corre, se exercita com regularidade e se alimenta corretamente, algumas coisas já não são como antes - por outro lado penso que há também a chegada de uma serenidade (não confundir com placidez, estado de contemplação, modorra, chatice), uma auto-confiança, um sentimento de "eu so mais eu" que é impossível alcançar quando se é mais jovem, quando a opinião dos outros sobre a gente tem um peso enooorrrrme.

Este também é um período de libertação: os filhos já estão criados, vivendo em suas casas, deixando o indivíduo da "melhor idade" sem o peso da responsabilidade de horários e rotinas rígidas. Muitos já estão aposentados e portanto sem necessidade de viver a loucura diária de trânsito, trabalho, competição, resultados.

Enfim, tudo isso forma um cenário suave, idílico - mas devo confessar que tenho receio de ser um cenário suave demais. Queria assim, dedicar este post àqueles que estão nesta fase da vida mas que fazem questão de ser diferentes. Sim, porque muita gente (muita mesmo) está percebendo que a vida pós-aposentadoria não precisa ser necessariamente um lento declínio - há, ainda, muita coisa a ser conquistada, aprendida, muito trabalho a ser feito, muita aventura a ser vivida. Penso que tudo depende de você encontrar aquilo que te dá prazer na vida: pode ser a sua profissão de sempre, uma vocação nova, viajar, descobrir um novo talento.

Meus pais são um exemplo disso: trabalharam a vida toda e hoje, aposentados, viajam sem parar. Ficam três meses em casa e um mês fora, o ano todo. Estão vivendo a aventura de suas vidas agora.

Plácido Domingo, 69 anos, ainda rege, canta e dirige duas grandes óperas. Para ele seu trabalho é sua vida, foi sempre uma fonte de enorme prazer, por isso ele continua a exercê-la e deve permanecer assim até quando lhe for permitido.

A ativista russa Liudmila Alexeieva, 82, foi presa tantas vezes por organizar protestos nos últimos 43 anos que virou especialista em atazanar a antipática KGB. Alguém consegue imaginá-la no papel de vovozinha assando bolos para os netos? A mulher deve ser uma fera!

Anthony Mancinelli, 98 anos,  foi declarado pelo "Guiness" como o barbeiro mais velho do mundo (ele ainda corta seu próprio cabelo). Vamos torcer apenas para que a vista dele continue boa e seu controle motor impecável. O barbeiro afrima categórico: "não estou nem considerando a aposentadoria porque vir trabalhar é o que me mantém vivo". Também acho.

E aí temos aquelas pessoas que "se recusam" a envelhecer. Vocês já viram como está a Raquel Welch? Ela sempre foi lindo, um arraso, e agora, aos 69 anos ela está assim - vejam foto ao lado, tirada recentemente para o lançamento de seu livro...a mulher continua ma-ra-vi-lho-sa!! Não é inacreditável? E a Jane Fonda? Outra linda também.

Mas, para não ficar só nas celebridades lindas, trouxe também umas fotos de gente comum que está envelhecendo sem perder a beleza. Não tenho razão? Nenhuma delas parece ter a idade que tem, né?




Do ponto de vista científico, novas pesquisas têm mostrado que a mente continua se desenvolvendo até o final da vida adulta - se mantido em boa forma, o cérebro pode continuar a construir caminhos que ajudam seu dono a reconhecer padrões e, como consequência, ver significado e até soluções muito mais rapidamente do que um jovem consegue.

É isso gente. Quero chegar lá tão bonita e ativa como estas mulheres.
E amanhã tem mais...

2010-04-08

A Casa Terapêutica




Ontem escrevi sobre o código cultural para lar nos Estados Unidos e confesso que fiquei com vontade de continuar com o assunto casa!


Vocês acreditam em Feng Shui, fluxos de energia positiva e negativa e que a energia circula melhor em ambientes limpos e arrumados? Eu acredito...

Pois bem, pensando no assunto eu comprei um livro bem interessante chamado “A Casa Terapêutica – Como replanejar a casa pode mudar sua vida” (The Emotional House). Eu achei o livro tão inspirador que resolvi usar este espaço para dividir com vocês algumas idéias e conceitos defendidos pelas autoras. Você pode até achar que é tudo bobagem, mas que morar numa casa arrumadinha deixa a gente mais feliz, lá isso deixa.

Como não dá para discutir o livro todo (um dia ainda vou fundar um BookClub e moderar os debates) vou me concentrar no capítulo doze: “O modo de vida dita o estilo da decoração”.

O texto começa com uma frase bem direta: “Pare de lutar contra seus hábitos. Aceite quem você é e crie um ambiente que combine com sua pessoa”. Aqui já tive que parar, refletir e me aceitar – sim, sou uma pessoa que gosta de assistir televisão devorando quitutes, pintando as unhas, escrevendo...portanto adeus sofás e tapetes brancos, almofadas de seda. Tudo isso ficaria melhor na sala de visitas – que são mais educadas que eu e não vão virar uma taça de vinho no tecido (assim espero!).

Tenho filhos e animais que nem sempre respeitam a decoração de casa e os limites que estabeleço para a convivência – assim, apesar de não abrir mão (nunca, jamais) da beleza, estou tornando a minha casa mais prática!

Sabe um outro ponto que o livro aborda? Todos os cômodos da casa devem ser usados. Nada de deixar uma sala bonita intocada com medo de sujá-la (fiz isso por tantos anos!). Tudo tem que ser usado – nas palavras da autora “uma casa-vitrine não é um lar. Use-a ou deixe-a”. Por outro lado, uma coisa da qual sempre fiz questão é de usar minhas louças e meus copos sem economizar. Não agüento aquela história de guardar para uma ocasião especial...especial somos nós, minha família. Todo dia arrumo uma mesa bem bonita para o jantar e ultimamente meus filhos tem até acendido uma velinha na mesa para o ambiente ficar mais charmoso – fofos, né? Assim a gente se demora mais à mesa, a comida parece que fica mais gostosa e nos sentimos especiais.

Voltando ao livro, o próximo tema são os três passos para resolver conflitos de modo de vida.

O primeiro deles diz respeito às correções necessárias na função de um cômodo. É assim: se sua sala de jantar está atulhada de livros e mochilas escolares, você está comprometendo um ambiente muito importante de convívio familiar. Tire tudo dali! Este cômodo está sendo mal utilizado. Resgate sua função original: ali é um espaço para você, sua família e seus amigos se sentarem e desfrutarem de uma deliciosa refeição enquanto conversam sobre a vida.

O segundo passo, “aumentar o espaço onde guardar as coisas”, é comum a todos nós, não é? A gente sempre precisa de mais espaço, mais prateleiras, mais gavetas... Mesmo assim, há que se achar uma solução. Eu ODEIO mesas e escrivaninhas apinhadas de papéis, correspondências, contas, revistas velhas. Esta visão já desanima e não deixa ninguém pensar direito – o ambiente reprime a criatividade. O que fazer? Compre mais cestos de lixo – deixe um ao lado de sua mesa de trabalho e você vai ver como muito menos coisas ficarão empilhadas por aí. Outra solução barata são aquelas caixas coloridas e bonitas (com tampa) que estão a venda em qualquer grande loja (Lerroy Merlin, Etna, Tok&Stock). Além de práticas elas formam um visual bonito.

Terceiro passo: acrescentar ou mudar móveis! Eu adoro esta etapa!! Mudar alguma coisa de lugar ou mesmo comprar uma mesinha de apoio que vai embelezar um cantinho de sua sala e, ainda por cima, exibir aquele castiçal lindo que você tem e não sabe onde por...é o máximo! Já dá outra cara para a sua casa. No livro eles recomendam também que você analise se estes móveis ainda refletem a pessoa que você é (você pode ter mudado muito desde o dia em que os comprou). Móveis que vão me fazer feliz também não podem exigir muita manutenção – não tenho tempo! Outra coisa que dá um sopro de novidade em casa? Trocar os tecidos do sofá. Já fiz isso várias vezes e nunca me arrependi. Reformar o que já temos é uma grande solução! Uma vez ganhei uma mesinha de centro que minha mãe mantinha na sala dela havia anos. No entanto, eu só gostava mesmo dos pés da mesa. Sabe o que eu fiz? Arranquei o tampo de madeira e substitui por um de vidro, que além de conferir leveza ao móvel ainda permitiu que os pés da mesa ficassem em evidência. Ficou lindo e minha mãe pegou a mesa de volta...

Por fim, a coisa que mais detesto: gente que copia a decoração e as idéias dos outros. Tem gente que decora sua casa exatamente como uma foto de revista – totalmente impessoal e cafona– e outros que vem até a sua casa e depois repetem seus conceitos na própria residência. Tenho um ódio deste plágio! Não vou entrar em detalhes aqui porque não seria elegante, mas que isso acontece, ah, acontece!

É isso gente. Para quem gostou do post, recomendo o livro que é bem melhor.

E amanhã tem mais...