Mostrando postagens com marcador comportamento consumidor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento consumidor. Mostrar todas as postagens
2010-04-15
Twitter!
Acho que nessas alturas do campeonato todo mundo já conhece ou ouviu falar no Twitter, certo?
Para aqueles que não ligaram o nome à pessoa, Twitter é um microblog que permite que você divulgue notícias e comentários em 140 caracteres. É como este blog, só que muito, muito mais ágil.
Lá os internautas (e empresas) divulgam de tudo, até os fatos menos interessantes do cotidiano: "estou falando com fulano no telefone há duas horas", "chove muito", "abusei do pãozinho no café da manhã"...enfim, é um espaço para quem quiser dividir sua intimidade com quem estiver disposto a ler.
Claro que os mais populares, com maior número de seguidores são os Twitters das celebridades - acredito que o Luciano Huck seja o campeão nacional de seguidores. O ator Ashton Kutcher atingiu 1 milhão de "followers" no Twitter antes que a CNN alcançasse esta marca (hoje o ator já tem 4 milhões e 700 mil) e a mega celebrity Oprah Winfrey tem 3 milhões e 400 mil seguidores!!
As pessoas promovem debates, polêmicas e discussões no microblog. Também, por ser uma ferramenta muito rápida - dá para enviar posts do celular - muitos acabam se entusiasmando e falando besteiras que em segundos estão disponíveis para quem quiser ler. Depois, pode até se arrepender e apagar, mas aí já foi, já caiu na boca do povo, ou melhor, já caiu na rede.
Eu confesso que não tenho muita paciência com o Twitter - para mim parece um Big Brother sem imagens, só com palavras, e pior, sem edição...assim, vc pode acompanhar cada detalhe tedioso da vida de cada um. Quem escreve, no entanto, deve encontrar, assim como eu aqui no blog, uma grande satisfação.
Para comprovar minha teste - o twitter pode ser muito chato - fui atrás de algumas celebridades e resolvi deixar aqui alguns de seus posts (estão todos escritos na ordem em que foram postados):
Preta Gil:
1) "amores, cheguei em casa agora, fui na festinha da MTV, com todo carinho que tenho pelo canal, me lembro do primeiro clipe que fiz como atriz"
2) "vou tomar banho e começar o dia, entrevista depois gravação do @vaievempretagil, bom dia pra vocês, mando noticias durante o dia."
Sabrina Sato - ela foi bem suscinta em seus comentários:
1) "boa tarde gente" (3ª feira a tarde)
2) "bom sonhos a todos" (na madrugada)
William Bonner (ele é super assíduo, escreve sempre):
1) "As crianças escondem chocolate de mim e pensam que não sei. Achei um coelho "ao leite" na geladeira (um crime). Laura confessou.E entregou."
2) "Vinícius era o dono do ovo de Páscoa de hoje. Quer dizer: de meio ovo - que foi o que restou."
3) "Boa noite, sobrinhos. O tio vai alinhar a caveira com o horizonte e alongar pálpebras."
Não é uma chatice? Eu não entendo qual a necessidade de compartilhar cada momento de sua vida com um monte de estranhos e muito menos qual a graça de ler estas minúcias do dia-a-dia. Enfim, o que é do gosto regala a vida....
Aproveitando o assunto, fui buscar fatos curiosos sobre este fenômeno que é o Twitter e trouxe alguns aqui para vocês:
1. 21% das contas do Twitter são apenas endereços vazios - gente que quer "registrar" o endereço.
2. Aproximadamente 94% de todas as contas do Twitter tem menos de 100 seguidores.
3. Uma pequeníssima minoria cria todo o frisson na rede - é o que eu também acho, o twitter é uma ferramenta para as celebridades e aqueles que querem se "comunicar" com elas
4. Terça-feira é o dia mais movimentado do microblog. Por que será?
5. 60% dos usuários mais participantes estão nso Estados Unidos
6. homens no Twitter: 54% x 46% mulheres
É bom lembrar que o Twitter é também uma ferramenta de propaganda. O caderno de informática da Folha de São Paulo de ontem tem reportagem grande sobre como usar as redes sociais para vender, comprar e divulgar produtos na rede. As grandes marcas já estão lá: Volkswagen, Coca Cola, Starbucks, Fnac e muitas outras.
Mas hoje não estou com vontade de falar sério sobre como se aproveitar deste espaço e divulgar notícias sobre sua empresa. Hoje quero ficar do lado sórdido mesmo, quero falar das gafes no Twitter (só as de gente conhecida, claro). Aí vão algumas delas:
Claro que, como todo mundo mente na Internet, no Twitter não seria diferente. Assim, é possível (e comum) alguém criar o endereço @giselebündchen e não ser a própria modelo - pode muito bem ser um gaiato qualquer querendo se divertir. Tudo isso para dizer que há um endereço famoso na rede chamado @nairbello. Quem é? Não sei. Pois bem, em dezembro do ano passado a atriz Fiorella Mattheis expressou sua dúvida (por escrito, no Twitter): “A @nairbello é ela mesmo ou fake?”. A moça tem razão de estar em dúvida, afinal, quem sabe né, com a estréia do filme sobre a vida do Chico Xavier a Nair Bello pode ter se animado....
Já Bruno Gagliasso, fez a alegria de muita gente ao colocar no microblog seu telefone celular. Teve que trocar o número em seguida, claro.
Thaila Ayala (ela foi a namorada linda do Marcio garcia na novela Caminho das Índias) precisou de muitos caracteres para se justificar, após dizer que não gostava de sentar na primeira cadeira do avião, pois todos a olhavam "como se fosse paraplégica".
Monica Evans: "esta tragédia no Taiti (?!?) não foi brincadeira não"
E para finalizar, um número (bobo) que representa a dimensão da popularidade do Twitter: se alguém resolvesse ler todos os posts já escritos no Twitter desde seu lançamento em 2006 até janeiro deste ano, esta pessoa gastaria 1000 anos, sem nenhum minuto de interrupção, para cumprir a tarefa. Impressionante, não?
É isso gente.
E amanhã tem mais...
Marcadores:
celebridades,
comportamento,
comportamento consumidor,
comunicação,
polêmicas,
twitter
2010-04-08
A Casa Terapêutica
Ontem escrevi sobre o código cultural para lar nos Estados Unidos e confesso que fiquei com vontade de continuar com o assunto casa!
Vocês acreditam em Feng Shui, fluxos de energia positiva e negativa e que a energia circula melhor em ambientes limpos e arrumados? Eu acredito...
Pois bem, pensando no assunto eu comprei um livro bem interessante chamado “A Casa Terapêutica – Como replanejar a casa pode mudar sua vida” (The Emotional House). Eu achei o livro tão inspirador que resolvi usar este espaço para dividir com vocês algumas idéias e conceitos defendidos pelas autoras. Você pode até achar que é tudo bobagem, mas que morar numa casa arrumadinha deixa a gente mais feliz, lá isso deixa.
Como não dá para discutir o livro todo (um dia ainda vou fundar um BookClub e moderar os debates) vou me concentrar no capítulo doze: “O modo de vida dita o estilo da decoração”.
O texto começa com uma frase bem direta: “Pare de lutar contra seus hábitos. Aceite quem você é e crie um ambiente que combine com sua pessoa”. Aqui já tive que parar, refletir e me aceitar – sim, sou uma pessoa que gosta de assistir televisão devorando quitutes, pintando as unhas, escrevendo...portanto adeus sofás e tapetes brancos, almofadas de seda. Tudo isso ficaria melhor na sala de visitas – que são mais educadas que eu e não vão virar uma taça de vinho no tecido (assim espero!).
Tenho filhos e animais que nem sempre respeitam a decoração de casa e os limites que estabeleço para a convivência – assim, apesar de não abrir mão (nunca, jamais) da beleza, estou tornando a minha casa mais prática!
Sabe um outro ponto que o livro aborda? Todos os cômodos da casa devem ser usados. Nada de deixar uma sala bonita intocada com medo de sujá-la (fiz isso por tantos anos!). Tudo tem que ser usado – nas palavras da autora “uma casa-vitrine não é um lar. Use-a ou deixe-a”. Por outro lado, uma coisa da qual sempre fiz questão é de usar minhas louças e meus copos sem economizar. Não agüento aquela história de guardar para uma ocasião especial...especial somos nós, minha família. Todo dia arrumo uma mesa bem bonita para o jantar e ultimamente meus filhos tem até acendido uma velinha na mesa para o ambiente ficar mais charmoso – fofos, né? Assim a gente se demora mais à mesa, a comida parece que fica mais gostosa e nos sentimos especiais.
Voltando ao livro, o próximo tema são os três passos para resolver conflitos de modo de vida.
O primeiro deles diz respeito às correções necessárias na função de um cômodo. É assim: se sua sala de jantar está atulhada de livros e mochilas escolares, você está comprometendo um ambiente muito importante de convívio familiar. Tire tudo dali! Este cômodo está sendo mal utilizado. Resgate sua função original: ali é um espaço para você, sua família e seus amigos se sentarem e desfrutarem de uma deliciosa refeição enquanto conversam sobre a vida.
O segundo passo, “aumentar o espaço onde guardar as coisas”, é comum a todos nós, não é? A gente sempre precisa de mais espaço, mais prateleiras, mais gavetas... Mesmo assim, há que se achar uma solução. Eu ODEIO mesas e escrivaninhas apinhadas de papéis, correspondências, contas, revistas velhas. Esta visão já desanima e não deixa ninguém pensar direito – o ambiente reprime a criatividade. O que fazer? Compre mais cestos de lixo – deixe um ao lado de sua mesa de trabalho e você vai ver como muito menos coisas ficarão empilhadas por aí. Outra solução barata são aquelas caixas coloridas e bonitas (com tampa) que estão a venda em qualquer grande loja (Lerroy Merlin, Etna, Tok&Stock). Além de práticas elas formam um visual bonito.
Terceiro passo: acrescentar ou mudar móveis! Eu adoro esta etapa!! Mudar alguma coisa de lugar ou mesmo comprar uma mesinha de apoio que vai embelezar um cantinho de sua sala e, ainda por cima, exibir aquele castiçal lindo que você tem e não sabe onde por...é o máximo! Já dá outra cara para a sua casa. No livro eles recomendam também que você analise se estes móveis ainda refletem a pessoa que você é (você pode ter mudado muito desde o dia em que os comprou). Móveis que vão me fazer feliz também não podem exigir muita manutenção – não tenho tempo! Outra coisa que dá um sopro de novidade em casa? Trocar os tecidos do sofá. Já fiz isso várias vezes e nunca me arrependi. Reformar o que já temos é uma grande solução! Uma vez ganhei uma mesinha de centro que minha mãe mantinha na sala dela havia anos. No entanto, eu só gostava mesmo dos pés da mesa. Sabe o que eu fiz? Arranquei o tampo de madeira e substitui por um de vidro, que além de conferir leveza ao móvel ainda permitiu que os pés da mesa ficassem em evidência. Ficou lindo e minha mãe pegou a mesa de volta...
Por fim, a coisa que mais detesto: gente que copia a decoração e as idéias dos outros. Tem gente que decora sua casa exatamente como uma foto de revista – totalmente impessoal e cafona– e outros que vem até a sua casa e depois repetem seus conceitos na própria residência. Tenho um ódio deste plágio! Não vou entrar em detalhes aqui porque não seria elegante, mas que isso acontece, ah, acontece!
É isso gente. Para quem gostou do post, recomendo o livro que é bem melhor.
E amanhã tem mais...
Marcadores:
codigo cultural,
comportamento consumidor,
lar,
melhoria de vida,
sentimento
2010-04-06
Todo mundo adora uma novidade - será?
Fonte: The New York Times
Hoje vou falar sobre o novo mega lançamento da Apple - o Ipad - e a consequente enxurrada de novos aplicativos e softwares que o acompanham.
Por enquanto, já há uma nova versão do software de desenhos Brushes, um jogo de tiro chamado Nova, e o IBooks, que conecta o aparelho à livraria da marca. A princípio, a tendência é a gente achar que haverá uma migração em massa aos novos produtos e aplicativos, mas o que acontecerá na realidade é bem diferente: os novos programas só farão as pessoas se sentirem mais sobrecarregadas do que se sentem!
Claro que não me refiro aos livros eletrônicos - estes, acredito que tenham vindo para ficar e não vejo a hora de comprar um aparelho que me permita ler sem a necessidade de fazer espaço em casa para mais um livro.
Mas, voltando ao assunto, a sensação é conhecida: sempre que compro um celular ou um novo aparelho eletrônico, sou acometida pelo sentimento de culpa por não ter lido o manual e portanto não estar utilizando o produto em sua melhor forma. Celulares costumam ter recursos que não conheço e que não utilizo - até que uma alma caridosa me ensine e eu perceba como a vida poderia ter sido mais fácil até ali...
O mesmo acontece agora com o Ipad - os consumidores terão que aprender a usá-lo e a seus recursos, caso contrário serão sufocados pela idéia de ter pago caro por mais uma bugiganga e não estar aproveitando tudo o que ela oferece. É mais ou menos como a pessoa que assina uma TV a cabo com duzentos canais mas só assiste os mesmos três todos os dias - esta pessoa paga, não usa e não sabe o que está perdendo!
Querem ver um exemplo? A americana Caroline Cua, 27 anos, tem um Iphone em que baixou apenas cinco programas - ela está dentro da média de proprietários do aparelho, que utilizam de 5 a 10 aplicativos. Caroline está feliz com os que tem, já que são exatamente o que ela precisa. Quantos aplicativos de Iphones há no mercado? 140 mil...(há até programas que preveem o sobrevoo de asteróides!?!). Daí vem aquela sensação conhecida de todos nós (eu pelo menos conheço): a sensação de que estou perdendo algo que eu não sabia que precisava.
Antes de terminar, queria dizer que pesquisei (eu AMO a Internet) e trouxe para vocês uma relação dos aplicativos mais estranhos para Iphone:
1) IFart: aplicativo que imita o som de gases intestinais. Há todo o tipo de ruído - tudo muito fino, elegante e de bom gosto. Ideal para criar situações constrangedoras.
2) Baby Shaker (inacreditável): a Apple sofreu duras críticas por este lançamento MICO - a empresa chegou a se desculpar publicamente pelo mau gosto. A brincadeira consistia em chacoalhar o aparelho cada vez que o bebê do aplicativo chorava. Para silenciá-lo, era preciso sacudir fortemente o equipamento, até que a imagem do bebê aparecesse com dois X na frente dos olhos, como se estivesse morto. Lindo, né? Pergunta: quem compra isso???
3) I Beer: simula um copo de cerveja e vem com um "acelerômetro" de ingestão de bebida. Conforme você movimenta o aparelho em direção à sua boca, ele mostra a quantidade de bebida que foi "ingerida" e o quanto o bebedor é rápido de gargalo. Muito, muito útil, não?
4)Influenza: o aplicativo fornece alertas e boletins sobre a gripe suína, enviados diretamente de um centro de controle de doenças que atualiza os dados. Francamente...
5) Belly Button (umbigo): várias imagens de umbigos, você escolhe uma e também uma voz correspondente. Sim, o umbigo fala e ri.
6) Pimple Popper (espremedor de espinhas): você instala um aplicativo que traz "espinhas" para você espremer...um nojo, um nojo, um asco!
7) Hang Time: para medir quanto tempo seu aparelho leva para cair no chão. Sim, você é estimulado a jogar o telefone para o alto enquanto o aplicativo cronometra o tempo que ele está no ar. Não dá para viver sem esta informação, né?
É isso, gente.
E amanhã tem mais...
Hoje vou falar sobre o novo mega lançamento da Apple - o Ipad - e a consequente enxurrada de novos aplicativos e softwares que o acompanham.
Por enquanto, já há uma nova versão do software de desenhos Brushes, um jogo de tiro chamado Nova, e o IBooks, que conecta o aparelho à livraria da marca. A princípio, a tendência é a gente achar que haverá uma migração em massa aos novos produtos e aplicativos, mas o que acontecerá na realidade é bem diferente: os novos programas só farão as pessoas se sentirem mais sobrecarregadas do que se sentem!
Claro que não me refiro aos livros eletrônicos - estes, acredito que tenham vindo para ficar e não vejo a hora de comprar um aparelho que me permita ler sem a necessidade de fazer espaço em casa para mais um livro.
Mas, voltando ao assunto, a sensação é conhecida: sempre que compro um celular ou um novo aparelho eletrônico, sou acometida pelo sentimento de culpa por não ter lido o manual e portanto não estar utilizando o produto em sua melhor forma. Celulares costumam ter recursos que não conheço e que não utilizo - até que uma alma caridosa me ensine e eu perceba como a vida poderia ter sido mais fácil até ali...
O mesmo acontece agora com o Ipad - os consumidores terão que aprender a usá-lo e a seus recursos, caso contrário serão sufocados pela idéia de ter pago caro por mais uma bugiganga e não estar aproveitando tudo o que ela oferece. É mais ou menos como a pessoa que assina uma TV a cabo com duzentos canais mas só assiste os mesmos três todos os dias - esta pessoa paga, não usa e não sabe o que está perdendo!
Querem ver um exemplo? A americana Caroline Cua, 27 anos, tem um Iphone em que baixou apenas cinco programas - ela está dentro da média de proprietários do aparelho, que utilizam de 5 a 10 aplicativos. Caroline está feliz com os que tem, já que são exatamente o que ela precisa. Quantos aplicativos de Iphones há no mercado? 140 mil...(há até programas que preveem o sobrevoo de asteróides!?!). Daí vem aquela sensação conhecida de todos nós (eu pelo menos conheço): a sensação de que estou perdendo algo que eu não sabia que precisava.
Antes de terminar, queria dizer que pesquisei (eu AMO a Internet) e trouxe para vocês uma relação dos aplicativos mais estranhos para Iphone:
1) IFart: aplicativo que imita o som de gases intestinais. Há todo o tipo de ruído - tudo muito fino, elegante e de bom gosto. Ideal para criar situações constrangedoras.
2) Baby Shaker (inacreditável): a Apple sofreu duras críticas por este lançamento MICO - a empresa chegou a se desculpar publicamente pelo mau gosto. A brincadeira consistia em chacoalhar o aparelho cada vez que o bebê do aplicativo chorava. Para silenciá-lo, era preciso sacudir fortemente o equipamento, até que a imagem do bebê aparecesse com dois X na frente dos olhos, como se estivesse morto. Lindo, né? Pergunta: quem compra isso???
3) I Beer: simula um copo de cerveja e vem com um "acelerômetro" de ingestão de bebida. Conforme você movimenta o aparelho em direção à sua boca, ele mostra a quantidade de bebida que foi "ingerida" e o quanto o bebedor é rápido de gargalo. Muito, muito útil, não?
4)Influenza: o aplicativo fornece alertas e boletins sobre a gripe suína, enviados diretamente de um centro de controle de doenças que atualiza os dados. Francamente...
5) Belly Button (umbigo): várias imagens de umbigos, você escolhe uma e também uma voz correspondente. Sim, o umbigo fala e ri.
6) Pimple Popper (espremedor de espinhas): você instala um aplicativo que traz "espinhas" para você espremer...um nojo, um nojo, um asco!
7) Hang Time: para medir quanto tempo seu aparelho leva para cair no chão. Sim, você é estimulado a jogar o telefone para o alto enquanto o aplicativo cronometra o tempo que ele está no ar. Não dá para viver sem esta informação, né?
É isso, gente.
E amanhã tem mais...
2010-04-01
Os carrinhos abandonados nas lojas virtuais
Fonte: The New York Times
Gente, antes de mais nada queria pedir desculpas por minha ausência nos últimos dias: estou envolvida com um novo projeto que me consome muito tempo e também andei um pouco gripada (já estou bem). Em meio a tudo isso, confesso que deixei o meu querido blog de lado. Agora estou de volta e vou tentar ser mais disciplinada (sei que não é a primeira vez que prometo, mas por favor acreditem na minha boa intenção).
Agora vamos ao assunto de hoje: os carrinhos que "abandonamos" quando fazemos compras na web!
Não sei qual o hábito de vocês, mas eu adotei as compras online já há uns 10 anos! Compro de tudo - desde artigos de supermercado até papel de parede.
Uma vez, há muito tempo, eu comprei de uma tacada só: uma máquina de lavar, um microondas, uma geladeira, uma TV e uma máquina de lavar pratos! Tudo sem ver, tudo pago com meu cartão de crédito (bem parceladinho, claro)! Sabe o que aconteceu? Meus eletrodomésticos chegaram rapidinho, tudo certo, sem nenhum problema. Aí tomei gosto pela coisa, né? É tão fácil, tão prático!
Eu me lembro de uma época (acho que em 2000, não sei bem) em que o dólar atingiu uma cotação baixíssima (algo em torno de R$ 1,60). Este foi um período maravilhoso para aqueles que, como eu, adoram comprar na Internet e não se intimidam com a distância geográfica! Eu estava acabando de construir a casa onde morei por 9 anos e com aquele câmbio dos sonhos, encomendei um monte de produtos nos Estados Unidos: abridor de latas (!?!), xícaras, lençóis, panelas, talheres...em uma compra específica mandei vir 4 abajures. Os preços americanos sempre foram maravilhosos, os preços brasileiros sempre foram um pesadelo, o câmbio era uma glória e as mercadorias chegavam aqui - depois de calculados fretes e impostos - a preços mais do que convidativos! Ainda tenho estes mimos que comprei há dez anos e que estão em ótimo estado!
Minha última aquisição foi o papel de parede da sala do apartamento em que moro hoje. Incrível: a loja é alemã, com um acervo lindíssimo! Você escolhe, informa as medidas de sua parede e o "calculador de rolos" indica quantos serão necessários. A loja é alemã mas o site está disponível em vários idiomas, inclusive em português. Comprei, o papel chegou aqui exatamente nas cores e tons que eu esperava - meu único trabalho foi contratar um colocador de papel de paredes. A foto aí do lado é para que vocês vejam que estampas lindas eu coloquei em minha parede - gostaram?
Eu recomendo, viu: http://www.papeldeparededosanos70.com/
Bom, mas até agora só divaguei...o assunto do post são os carrinhos que deixamos de lado no meio de uma compra online. Os motivos para a desistência são muitos: um email que chega e tira nosso foco, aquele impulso de compra que passa e você resolve pensar melhor, o cartão que não é aceito e muitas vezes algum problema técnico do site que nos impede de concluir a compra.
Algumas empresas de comércio eletrônico afirmam que somente cerca de 3% dos compradores que visitam um site comercial compram alguma coisa (olha aí Flavy, trate de garantir visitação na sua loja!!) e considerando aqueles que enchem o carrinho, até dois terços deles os abandonam!
Pois bem, qualquer que seja o motivo, o que nos interessa é que um carrinho é abandonado e nele há produtos que escolhemos. O que acontece com eles? Será que são de alguma serventia para o lojista?
São sim. Algumas lojas aproveitam seu carrinho esquecido para aprender sobre seus hábitos de consumo e mandam emails para o consumidor avisando quando estes produtos "abandonados" estão se esgotando (criam a urgência na cabeça do comprador). Outras lojas fazem liquidações relâmpago com algumas das mercadorias que você escolheu mas não levou - claro que o comprador é alertado para a oportunidade!
Há alguns meses, a loja de roupas Bluefly percebeu um "abandono" massivo de carrinhos vindo de compradores internacionais. Pesquisando o assunto a loja descobriu que havia um problema técnico impedindo a finalização da compra por parte de consumidores estrangeiros. Estes consumidores, ao invés de relatar o problema (nunca confie neles!) simplesmente desistiam da compra. Pior: o problema existia há um ano! Depois de solucionado o entrave, a receita de compradores internacionais cresceu 10% em um mês. Em outras palavras: um acréscimo de US$ 1,1 milhão por ano!
Por fim, o que todo lojista deve lembrar: "quando os clientes estão tentando comprar alguma coisa, precisamos fazer tudo o que estiver a nosso alcance para garantir que comprem", diz Matt Raines, vice-presidente de IT da Bluefly.
Aqui no Brasil nossos empresários e comerciantes ainda não se deram conta de tal fato. Há lojas virtuais que dificultam ao máximo que o consumidor compre: são tantos cadastros, tantas senhas, que a gente acaba desistindo.
Faço compras na JCPenney e na Amazon (ambas americanas) com certa regularidade e a única coisa que preciso informar cada vez que escolho algum produto é meu login e senha. Todo o resto: endereço e NÚMERO DE CARTÃO já estão armazenados no site.
Claro que estamos falando de empresas que sabem como se utilizar da confiança que o consumidor nelas deposita, já que nem sempre tudo dá certo: em uma ocasião eu comprei um livro na Barnes & Noble (livraria americana) que foi debitado duas vezes no meu cartão. Quando a fatura chegou eu logo percebi o erro e mandei um email na mesma hora para a loja. Fiquei surpresa ao receber uma resposta horas depois informando que o estorno já havia sido providenciado - não só eles cancelaram a cobrança dupla, mas também cancelaram a cobrança devida. Resumindo: ganhei o livro (nem frete paguei) como um pedido de desculpas. Legal, né? Por isso continuo comprando lá...
Agora o extremo oposto: o que dizer das nossas lojas de celulares? Sempre que vou trocar meu aparelho, depois de apanhar um senha e aguardar minha vez, fico ainda mais uma hora na loja (sem exageros) preenchendo papéis e esperando a benção do atendente que fica o tempo todo olhando para o monitor do computador antes de liberar a compra - sempre tive tanto medo das informações a meu respeito que aparecem por lá...o que tanto eles têm para dizer? Fico com receio de eles descobrirem que não reciclo meu lixo, que não me exercito regularmente, que tomo vinho toda noite, que como mais açúcar do que devia e por isso não permitirem que eu leve o aparelho...
É isso gente.
Boa Páscoa para todos e segunda-feira tem mais!
Gente, antes de mais nada queria pedir desculpas por minha ausência nos últimos dias: estou envolvida com um novo projeto que me consome muito tempo e também andei um pouco gripada (já estou bem). Em meio a tudo isso, confesso que deixei o meu querido blog de lado. Agora estou de volta e vou tentar ser mais disciplinada (sei que não é a primeira vez que prometo, mas por favor acreditem na minha boa intenção).
Agora vamos ao assunto de hoje: os carrinhos que "abandonamos" quando fazemos compras na web!
Não sei qual o hábito de vocês, mas eu adotei as compras online já há uns 10 anos! Compro de tudo - desde artigos de supermercado até papel de parede.
Uma vez, há muito tempo, eu comprei de uma tacada só: uma máquina de lavar, um microondas, uma geladeira, uma TV e uma máquina de lavar pratos! Tudo sem ver, tudo pago com meu cartão de crédito (bem parceladinho, claro)! Sabe o que aconteceu? Meus eletrodomésticos chegaram rapidinho, tudo certo, sem nenhum problema. Aí tomei gosto pela coisa, né? É tão fácil, tão prático!
Eu me lembro de uma época (acho que em 2000, não sei bem) em que o dólar atingiu uma cotação baixíssima (algo em torno de R$ 1,60). Este foi um período maravilhoso para aqueles que, como eu, adoram comprar na Internet e não se intimidam com a distância geográfica! Eu estava acabando de construir a casa onde morei por 9 anos e com aquele câmbio dos sonhos, encomendei um monte de produtos nos Estados Unidos: abridor de latas (!?!), xícaras, lençóis, panelas, talheres...em uma compra específica mandei vir 4 abajures. Os preços americanos sempre foram maravilhosos, os preços brasileiros sempre foram um pesadelo, o câmbio era uma glória e as mercadorias chegavam aqui - depois de calculados fretes e impostos - a preços mais do que convidativos! Ainda tenho estes mimos que comprei há dez anos e que estão em ótimo estado!
Minha última aquisição foi o papel de parede da sala do apartamento em que moro hoje. Incrível: a loja é alemã, com um acervo lindíssimo! Você escolhe, informa as medidas de sua parede e o "calculador de rolos" indica quantos serão necessários. A loja é alemã mas o site está disponível em vários idiomas, inclusive em português. Comprei, o papel chegou aqui exatamente nas cores e tons que eu esperava - meu único trabalho foi contratar um colocador de papel de paredes. A foto aí do lado é para que vocês vejam que estampas lindas eu coloquei em minha parede - gostaram?
Eu recomendo, viu: http://www.papeldeparededosanos70.com/
Bom, mas até agora só divaguei...o assunto do post são os carrinhos que deixamos de lado no meio de uma compra online. Os motivos para a desistência são muitos: um email que chega e tira nosso foco, aquele impulso de compra que passa e você resolve pensar melhor, o cartão que não é aceito e muitas vezes algum problema técnico do site que nos impede de concluir a compra.
Algumas empresas de comércio eletrônico afirmam que somente cerca de 3% dos compradores que visitam um site comercial compram alguma coisa (olha aí Flavy, trate de garantir visitação na sua loja!!) e considerando aqueles que enchem o carrinho, até dois terços deles os abandonam!
Pois bem, qualquer que seja o motivo, o que nos interessa é que um carrinho é abandonado e nele há produtos que escolhemos. O que acontece com eles? Será que são de alguma serventia para o lojista?
São sim. Algumas lojas aproveitam seu carrinho esquecido para aprender sobre seus hábitos de consumo e mandam emails para o consumidor avisando quando estes produtos "abandonados" estão se esgotando (criam a urgência na cabeça do comprador). Outras lojas fazem liquidações relâmpago com algumas das mercadorias que você escolheu mas não levou - claro que o comprador é alertado para a oportunidade!
Há alguns meses, a loja de roupas Bluefly percebeu um "abandono" massivo de carrinhos vindo de compradores internacionais. Pesquisando o assunto a loja descobriu que havia um problema técnico impedindo a finalização da compra por parte de consumidores estrangeiros. Estes consumidores, ao invés de relatar o problema (nunca confie neles!) simplesmente desistiam da compra. Pior: o problema existia há um ano! Depois de solucionado o entrave, a receita de compradores internacionais cresceu 10% em um mês. Em outras palavras: um acréscimo de US$ 1,1 milhão por ano!
Por fim, o que todo lojista deve lembrar: "quando os clientes estão tentando comprar alguma coisa, precisamos fazer tudo o que estiver a nosso alcance para garantir que comprem", diz Matt Raines, vice-presidente de IT da Bluefly.
Aqui no Brasil nossos empresários e comerciantes ainda não se deram conta de tal fato. Há lojas virtuais que dificultam ao máximo que o consumidor compre: são tantos cadastros, tantas senhas, que a gente acaba desistindo.
Faço compras na JCPenney e na Amazon (ambas americanas) com certa regularidade e a única coisa que preciso informar cada vez que escolho algum produto é meu login e senha. Todo o resto: endereço e NÚMERO DE CARTÃO já estão armazenados no site.
Claro que estamos falando de empresas que sabem como se utilizar da confiança que o consumidor nelas deposita, já que nem sempre tudo dá certo: em uma ocasião eu comprei um livro na Barnes & Noble (livraria americana) que foi debitado duas vezes no meu cartão. Quando a fatura chegou eu logo percebi o erro e mandei um email na mesma hora para a loja. Fiquei surpresa ao receber uma resposta horas depois informando que o estorno já havia sido providenciado - não só eles cancelaram a cobrança dupla, mas também cancelaram a cobrança devida. Resumindo: ganhei o livro (nem frete paguei) como um pedido de desculpas. Legal, né? Por isso continuo comprando lá...
Agora o extremo oposto: o que dizer das nossas lojas de celulares? Sempre que vou trocar meu aparelho, depois de apanhar um senha e aguardar minha vez, fico ainda mais uma hora na loja (sem exageros) preenchendo papéis e esperando a benção do atendente que fica o tempo todo olhando para o monitor do computador antes de liberar a compra - sempre tive tanto medo das informações a meu respeito que aparecem por lá...o que tanto eles têm para dizer? Fico com receio de eles descobrirem que não reciclo meu lixo, que não me exercito regularmente, que tomo vinho toda noite, que como mais açúcar do que devia e por isso não permitirem que eu leve o aparelho...
É isso gente.
Boa Páscoa para todos e segunda-feira tem mais!
Marcadores:
comportamento consumidor,
compras online,
confiança,
ecommerce,
estímulo às compras,
marcas
2010-03-19
No último post da semana e também o último da série "Pró Logo", o Consumidor
"O consumidor é a pessoa para quem todos os especialistas de uma marca direcionam suas iniciativas. Mas também é um elemento imprevisível, capaz de entusiasmo, forte rejeição ou indiferença" - é assim que os autores Michel Chevalier e Gérald Mazzalovo definem o indivíduo comprador.
Gosto da definição, especialmente da parte que diz que consumidores são imprevisíveis - gosto porque é isso que traz encantamento à profissão de marketeiro. A gente nunca sabe como a massa consumidora vai reagir. Em certo sentido, por mais que a gente se cerque de números, testes, estudos, é sempre uma aposta!
Às vezes, sem ninguém entender bem porque, alguma coisa vira um sucesso (se bem que cada vez menos isso acontece - há sempre uma campanha de marketing orquestrada para garantir o êxito de uma determinada marca, mesmo quando tudo parece ao acaso), já em outras ocasiões a gente vê marcas se esforçando tanto para agradar que aí a mágica não acontece mesmo...
Mas quem está por trás dos resultados favoráveis ou não, quem dá a última palavra, são sempre os consumidores - eles têm o poder (alguns mais outros menos)!
Vejamos o caso da Coca-Cola que, em 1985, decidiu criar uma nova fórmula para seu principal produto. A companhia havia observado em testes que os consumidores preferiam a Pespi à Coca. Assim, a empresa desenvolveu uma nova "receita" para a bebida mais famosa do mundo e começou a substituir seus refrigerantes nas prateleiras dos supermercados pela New Coke (cá entre nós é muita audácia, não é?). Inúmeros testes e pesquisas com consumidores provavam a excelência da nova fórmula e garantiam sucesso da iniciativa - eu não queria ser a diretora de marketing nem a gerente de pesquisa da marca nesta época!
Só que aí vem o imprevisível: os consumidores são os donos do jogo e podem impor sua vontade!!
Continuando, este episódio resultou no maior fracasso da Coca-Cola em um século de existência. As emoções dos consumidores atingiram proporções inimagináveis. A empresa recebeu milhares de cartas indignadas clamando o orgulho patriótico e afirmando que a identidade americana estava ameaçada (a gente sabe que os americanos são um pouco exagerados...). Um grande volume de New Coke foi despejado em frente à sede da companhia por consumidores revoltados e desaforados! O furor e o clamor das ruas foi de tal ordem que, em menos de três meses depois do lançamento do fiasco New Coke a companhia desistiu da estratégia e tudo voltou a ser como era antes - nome antigo (apenas Coke) e fórmula tradicional. A Coca-Cola teve pelo menos a satisfação de descobrir uma imagem de marca com a qual nem o marketeiro mais megalomaníaco poderia sonhar: a marca era uma instituçião americana e, portanto intocável! Quem não quer isso para a sua marca?
Vamos nos lembrar também de outro caso envolvendo o poder do consumidor, que são os episódios ocorridos com a Gap e a Nike: ambas as empresas apresentavam péssimas condições de trabalho e mão de obra (bem) infantil (em fábricas fora dos Estados Unidos, claro). Ativistas organizaram protestos e boicotes e obrigaram estas marcas a rever sua política de contratação de serviços. Claro que nada disso aconteceu pela repentina consciência da Nike e da Gap: foi apenas resultado de pressão dos compradores e pavor de que o escândalo respingasse na imagem das marcas (o que de certa maneira acabou acontecendo, mas sem grandes consequências). O mesmo vale para organizações que estão adotando um discurso socialmente responsável, um compromisso com causas humanitárias, embalagens recicláveis...tudo isso é influência dos consumidores!
É isso, gente!
E segunda-feira tem mais!
2010-03-18
Hoje o tema, relacionado ainda às marcas, é: será que provocação vende?
Antes de entrar no tema, aviso que no final deste post há alguns exemplos de "provoking ads" para vocês avaliarem.
Acho que todo mundo gosta de uma propaganda inspirada, algo polêmico - mesmo que muitas vezes o filme fique no limite do mau gosto (outras vezes são totalmente ofensivas mesmo). Mas será que isso é bom para as marcas? À parte do benefício imediato - todo mundo comentando, alto grau de lembrança - como este tipo de campanha afeta a imagem de uma marca no longo prazo?
Um dos grandes problemas desta escolha é que ela contém seu próprio fim - em outras palavras, quando todo mundo que ser provocador, para que a provocação se mantenha eficaz ela precisa se tornar excessiva.
Quem não se lembra da obsessão da marca Benetton em produzir, além de roupas coloridas, propagandas altamente impactantes (umas bem inspiradas, como as que denunciavam o racismo e outras tantas com o intuito puramente de chocar, como a do rapaz, soropositivo, com as feições similares a de Jesus Cristo).
Será que esta violência gráfica resultou em aumento de vendas? De acordo com a própria Benetton, este tipo de estratégia faz com que a circulação nas lojas aumente, no entanto,mais gente no ponto de venda não se traduz necessariamente em compras. Na realidade, recentemente a Associação dos Franqueados Alemães da Benetton processou o dono da marca, Luciano Benetton, por considerar que aquelas campanhas afetaram suas vendas e lhes causaram prejuízos.
Claro que uma campanha dessas não passa despercebida, e os números comprovam - a imagem do padre e da freira se beijando (aliás uma das que mais gosto) teve um reconhecimento de marca 48% maior do que se espera obter em um anúncio padrão. No entanto, quando perguntados sobre sua intenção de comprar um artigo Benetton, mais de um terço dos consumidores afirmam se divertir muito com a foto, mas confessam que ela não os estimula a comprar o produto (de fato nem se vê o produto - toda a campanha soa mais como um manifesto da marca do que como uma publicidade para tornar suas roupas e acessórios irresistíveis).
Mesmo se considerarmos a natureza "política" da comunicação da Benetton, é possível dizer que, ao mesmo tempo que ela encontra admiradores, e seu impacto eleva os índices de recall às alturas, é fato que a estratégia também se depara, na mesma proporção, com uma forte rejeição.
E vale lembrar o ponto que defendemos no início do post - a polêmica, para permanecer polêmica, tem que subir sempre um degrau, senão a gente se acostuma e passa a ver o anúncio como banal.
Este fenômeno aconeceu com a marca sobre a qual estamos falando: em 1989 temos uma negra amamentando um bebê branco (super bonita!), em 1991 sai a foto do beijo dos religiosos católicos (já uma escalada na polêmica), em 92 é a vez do anúncio do rapaz com HIV morrendo em sua cama, em 1993 temos esta aí em cima, com o "HIV positive" (com a evidente intenção de chocar), em 1994 a vilolência gráfica atinge outro nível, com a imagem do uniforme ensanguentado do soldado bósnio, e a última chocante de que tenho notícia vem de 2003 e está aí do lado direito.
De lá para cá, o que se vê são campanhas muito coloridas e bem mais tranquilas - ao que tudo indica a Benetton resolveu abandonar sua filisofia do "falem mal mas falem de mim". A marca ainda preserva um tom de manifesto, mas bem mais brando. Vejam só:

De acordo com os autores do livro Pró-Logo (a inspiração para os posts desta semana), estas práticas de "provoking ads" tendem a confinar as marcas em um círculo vicioso e elas necessariamente perdem a longo prazo. O sistema só funciona se a provocação aumentar constantemente. Assim, a provocação na propaganda dá certo uma ou duas vezes, mas deixa de dar resultados quando a elevação do tom se torna impossível.
Já falamos aqui sobre a importância da consistência para a construção da imagem de marca - se sua única aposta são as polêmicas, depois que todos os tabus forem transgredidos o que restará?
É isso gente.
E amanhã tem mais...
Deixo aqui alguns anúncios polêmicos que encontrei. Não censurei nada!
Marcadores:
benetton,
branding,
censura,
comportamento consumidor,
identidade de marca,
marcas famosas,
polêmicas,
propaganda
Assinar:
Postagens (Atom)


























































