Mostrando postagens com marcador polêmicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador polêmicas. Mostrar todas as postagens

2010-06-08

A cara de pau do Itaú!



Vocês já viram o comercial do Itaú em que os funcionários deste banco cantam a música Imagine de John Lennon? Não sei quanto a vocês, mas eu tenho um ódio desta propaganda!!! Nada mais inadequado, impróprio, nada a ver! E o mais curioso, é que eles deixaram de fora os seguintes versos da música:

Imagine no possessions

I wonder if you can
No need for greed or hunger 
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

Um mundo sem posses, sem ganância...uma fraternidade! É mesmo a cara do Itaú né? Afinal,vocês conhecem algum banco ganancioso? Algum banco que valorize a propriedade? Claro que não...



Prá mim foi um tiro n'água! Erro de marketing!
Com tanta música por aí, o Itaú escolheu logo aquela que é um hino anti capitalista - sharing all the world...


2010-04-15

Twitter!


Acho que nessas alturas do campeonato todo mundo já conhece ou ouviu falar no Twitter, certo?
Para aqueles que não ligaram o nome à pessoa, Twitter é um microblog que permite que você divulgue notícias e comentários em 140 caracteres. É como este blog, só que muito, muito mais ágil.


Lá os internautas (e empresas) divulgam de tudo, até os fatos menos interessantes do cotidiano: "estou falando com fulano no telefone há duas horas", "chove muito", "abusei do pãozinho no café da manhã"...enfim, é um espaço para quem quiser dividir sua intimidade com quem estiver disposto a ler.



Claro que os mais populares, com maior número de seguidores são os Twitters das celebridades - acredito que o Luciano Huck seja o campeão nacional de seguidores. O ator Ashton Kutcher  atingiu 1 milhão de "followers" no Twitter antes que a CNN alcançasse esta marca (hoje o ator já tem 4 milhões e 700 mil)  e a mega celebrity Oprah Winfrey tem 3 milhões e 400 mil seguidores!!

As pessoas promovem debates, polêmicas e discussões no microblog. Também, por ser uma ferramenta muito rápida - dá para enviar posts do celular - muitos acabam se entusiasmando e falando besteiras que em segundos estão disponíveis para quem quiser ler. Depois, pode até se arrepender e apagar, mas aí já foi, já caiu na boca do povo, ou melhor, já caiu na rede.

Eu confesso que não tenho muita paciência com o Twitter - para mim parece um Big Brother sem imagens, só com palavras, e pior, sem edição...assim, vc pode acompanhar cada detalhe tedioso da vida de cada um. Quem escreve, no entanto, deve encontrar, assim como eu aqui no blog, uma grande satisfação.

Para comprovar minha teste - o twitter pode ser muito chato - fui atrás de algumas celebridades e resolvi deixar aqui alguns de seus posts (estão todos escritos na ordem em que foram postados):

Preta Gil:
1)  "amores, cheguei em casa agora, fui na festinha da MTV, com todo carinho que tenho pelo canal, me lembro do primeiro clipe que fiz como atriz"
2) "vou tomar banho e começar o dia, entrevista depois gravação do @vaievempretagil, bom dia pra vocês, mando noticias durante o dia."

Sabrina Sato - ela foi bem suscinta em seus comentários:
1) "boa tarde gente" (3ª feira a tarde)
2) "bom sonhos a todos" (na madrugada)

William Bonner (ele é super assíduo, escreve sempre):
1) "As crianças escondem chocolate de mim e pensam que não sei. Achei um coelho "ao leite" na geladeira (um crime). Laura confessou.E entregou."
2) "Vinícius era o dono do ovo de Páscoa de hoje. Quer dizer: de meio ovo - que foi o que restou."
3) "Boa noite, sobrinhos. O tio vai alinhar a caveira com o horizonte e alongar pálpebras."

Não é uma chatice? Eu não entendo qual a necessidade de compartilhar cada momento de sua vida com um monte de estranhos e muito menos qual a graça de ler estas minúcias do dia-a-dia. Enfim, o que é do gosto regala a vida....


Aproveitando o assunto, fui buscar fatos curiosos sobre este fenômeno que é o Twitter e trouxe alguns aqui para vocês:



1. 21%  das contas do Twitter são apenas endereços vazios - gente que quer "registrar" o endereço.

2. Aproximadamente  94% de todas as contas do Twitter tem menos de 100 seguidores.

3. Uma pequeníssima minoria cria todo o frisson na rede - é o que eu também acho, o twitter é uma ferramenta para as celebridades e aqueles que querem se "comunicar" com elas
4. Terça-feira é o dia mais movimentado do microblog. Por que será?

5. 60% dos usuários mais participantes estão nso Estados Unidos

6. homens no Twitter: 54% x 46% mulheres

É bom lembrar que o Twitter é também uma ferramenta de propaganda. O caderno de informática da Folha de São Paulo de ontem tem reportagem grande sobre como usar as redes sociais para vender, comprar e divulgar produtos na rede. As grandes marcas já estão lá: Volkswagen, Coca Cola, Starbucks, Fnac e muitas outras.

Mas hoje não estou com vontade de falar sério sobre como se aproveitar deste espaço e divulgar notícias sobre sua empresa. Hoje quero ficar do lado sórdido mesmo, quero falar das gafes no Twitter (só as de gente conhecida, claro). Aí vão algumas delas:

Claro que, como todo mundo mente na Internet, no Twitter não seria diferente. Assim, é possível (e comum) alguém criar o endereço @giselebündchen e não ser a própria modelo -  pode muito bem ser um gaiato qualquer querendo se divertir. Tudo isso para dizer que há um endereço famoso na rede chamado @nairbello. Quem é? Não sei. Pois bem, em dezembro do ano passado a atriz Fiorella Mattheis expressou sua dúvida (por escrito, no Twitter): “A @nairbello é ela mesmo ou fake?”. A moça tem razão de estar em dúvida, afinal, quem sabe né, com a estréia do filme sobre a vida do Chico Xavier a Nair Bello pode ter se animado....

Já Bruno Gagliasso,  fez a alegria de muita gente ao colocar no microblog seu telefone celular. Teve que trocar o número em seguida, claro.

Thaila Ayala (ela foi a namorada linda do Marcio garcia na novela Caminho das Índias) precisou de muitos caracteres para se justificar, após dizer que não gostava de sentar na primeira cadeira do avião, pois todos a olhavam "como se fosse paraplégica".

Monica Evans: "esta tragédia no Taiti  (?!?) não foi brincadeira não"

E para finalizar, um número (bobo) que representa a dimensão da popularidade do Twitter: se alguém resolvesse ler todos os posts já escritos no Twitter desde seu lançamento em 2006 até janeiro deste ano, esta pessoa gastaria 1000 anos, sem nenhum minuto de interrupção, para cumprir a tarefa. Impressionante, não?

É isso gente.
E amanhã tem mais...


2010-03-19

No último post da semana e também o último da série "Pró Logo", o Consumidor



"O consumidor é a pessoa para quem todos os especialistas de uma marca direcionam suas iniciativas. Mas também é um elemento imprevisível, capaz de entusiasmo, forte rejeição ou indiferença" - é assim que os autores Michel Chevalier e Gérald Mazzalovo definem o indivíduo comprador.

Gosto da definição, especialmente da parte que diz que consumidores são imprevisíveis - gosto porque é isso que traz encantamento à profissão de marketeiro. A gente nunca sabe como a massa consumidora vai reagir. Em certo sentido, por mais que a gente se cerque de números, testes, estudos, é sempre uma aposta!

Às vezes, sem ninguém entender bem porque, alguma coisa vira um sucesso (se bem que cada vez menos isso acontece - há sempre uma campanha de marketing orquestrada para garantir o êxito de uma determinada marca, mesmo quando tudo parece ao acaso), já em outras ocasiões a gente vê marcas se esforçando tanto para agradar que aí a mágica não acontece mesmo...

Mas quem está por trás dos resultados favoráveis ou não, quem dá a última palavra, são sempre os consumidores - eles têm o poder (alguns mais outros menos)!

Vejamos o caso da Coca-Cola que, em 1985, decidiu criar uma nova fórmula para seu principal produto. A companhia havia observado em testes que os consumidores preferiam a Pespi à Coca. Assim, a empresa desenvolveu uma nova "receita" para a bebida mais famosa do mundo e começou a substituir seus refrigerantes nas prateleiras dos supermercados pela New Coke (cá entre nós é muita audácia, não é?). Inúmeros testes e pesquisas com consumidores provavam a excelência da nova fórmula e garantiam sucesso da iniciativa - eu não queria ser a diretora de marketing nem a gerente de pesquisa da marca nesta época!

Só que aí vem o imprevisível: os consumidores são os donos do jogo e podem impor sua vontade!!

Continuando, este episódio resultou no maior fracasso da Coca-Cola em um século de existência. As emoções dos consumidores atingiram proporções inimagináveis. A empresa recebeu milhares de cartas indignadas clamando o orgulho patriótico e afirmando que a identidade americana estava ameaçada (a gente sabe que os americanos são um pouco exagerados...). Um grande volume de New Coke foi despejado em frente à sede da companhia por consumidores revoltados e desaforados! O furor e o clamor das ruas foi de tal ordem que, em menos de três meses depois do lançamento do fiasco New Coke a companhia desistiu da estratégia e tudo voltou a ser como era antes - nome antigo (apenas Coke) e fórmula tradicional. A Coca-Cola teve pelo menos a satisfação de descobrir uma imagem de marca com a qual nem o marketeiro mais megalomaníaco poderia sonhar: a marca era uma instituçião americana e, portanto intocável! Quem não quer isso para a sua marca?

Vamos nos lembrar também de outro caso envolvendo o poder do consumidor, que são os episódios ocorridos com a Gap e a Nike: ambas as empresas apresentavam péssimas condições de trabalho e mão de obra (bem) infantil (em fábricas fora dos Estados Unidos, claro). Ativistas organizaram protestos e boicotes e obrigaram estas marcas a rever sua política de contratação de serviços. Claro que nada disso aconteceu pela repentina consciência da Nike e da Gap: foi apenas resultado de pressão dos compradores e pavor de que o escândalo respingasse na imagem das marcas (o que de certa maneira acabou acontecendo, mas sem grandes consequências). O mesmo vale para organizações que estão adotando um discurso socialmente responsável, um compromisso com causas humanitárias, embalagens recicláveis...tudo isso é influência dos consumidores!

É isso, gente!
E segunda-feira tem mais!

2010-03-18

Hoje o tema, relacionado ainda às marcas, é: será que provocação vende?


Antes de entrar no tema, aviso que no final deste post há alguns exemplos de "provoking ads" para vocês avaliarem.


Acho que todo mundo gosta de uma propaganda inspirada, algo polêmico - mesmo que muitas vezes o filme fique no limite do mau gosto (outras vezes são totalmente ofensivas mesmo). Mas será que isso é bom para as marcas? À parte do benefício imediato - todo mundo comentando, alto grau de lembrança - como este tipo de campanha afeta a imagem de uma marca no longo prazo?


Um dos grandes problemas desta escolha é que ela contém seu próprio fim - em outras palavras, quando todo mundo que ser provocador, para que a provocação se mantenha eficaz ela precisa se tornar excessiva.


Quem não se lembra da obsessão da marca Benetton em produzir, além de roupas coloridas, propagandas altamente impactantes (umas bem inspiradas, como as que denunciavam o racismo e outras tantas com o intuito puramente de chocar, como a do rapaz, soropositivo, com as feições similares a de Jesus Cristo).


Será que esta violência gráfica resultou em aumento de vendas? De acordo com a própria Benetton, este tipo de estratégia faz com que a circulação nas lojas aumente, no entanto,mais gente no ponto de venda não se traduz necessariamente em compras. Na realidade, recentemente a Associação dos Franqueados Alemães da Benetton processou o dono da marca, Luciano Benetton, por considerar que aquelas campanhas afetaram suas vendas e lhes causaram prejuízos.

Claro que uma campanha dessas não passa despercebida, e os números comprovam - a imagem do padre e da freira se beijando (aliás uma das que mais gosto) teve um reconhecimento de marca 48% maior do que se espera obter em um anúncio padrão. No entanto, quando perguntados sobre sua intenção de comprar um artigo Benetton, mais de um terço dos consumidores afirmam se divertir muito com a foto, mas confessam que ela não os estimula a comprar o produto (de fato nem se vê o produto - toda a campanha soa mais como um manifesto da marca do que como uma publicidade para tornar suas roupas e acessórios irresistíveis).

Mesmo se considerarmos a natureza "política" da comunicação da Benetton, é possível dizer que, ao mesmo tempo que ela encontra admiradores, e seu impacto eleva os índices de recall às alturas, é fato que a estratégia também se depara, na mesma proporção, com uma forte rejeição.

E vale lembrar o ponto que defendemos no início do post - a polêmica, para permanecer polêmica, tem que subir sempre um degrau, senão a gente se acostuma e passa a ver o anúncio como banal.

Este fenômeno aconeceu com a marca sobre a qual estamos falando: em 1989 temos uma negra amamentando um bebê branco (super bonita!), em 1991 sai a foto do beijo dos religiosos católicos (já uma escalada na polêmica), em 92 é a vez do anúncio do rapaz com HIV morrendo em sua cama, em 1993 temos esta aí em cima, com o "HIV positive" (com a evidente intenção de chocar), em 1994 a vilolência gráfica atinge outro nível, com a imagem do uniforme ensanguentado do soldado bósnio, e a última chocante de que tenho notícia vem de 2003 e está aí do lado direito.

De lá para cá, o que se vê são campanhas muito coloridas e bem mais tranquilas - ao que tudo indica a Benetton resolveu abandonar sua filisofia do "falem mal mas falem de mim". A marca ainda preserva um tom de manifesto, mas bem mais brando. Vejam só:





De acordo com os autores do livro Pró-Logo (a inspiração para os posts desta semana), estas práticas de "provoking ads" tendem a confinar as marcas em um círculo vicioso e elas necessariamente perdem a longo prazo. O sistema só funciona se a provocação aumentar constantemente. Assim, a provocação na propaganda dá certo uma ou duas vezes, mas deixa de dar resultados quando a elevação do tom se torna impossível.

Já falamos aqui sobre a importância da consistência para a construção da imagem de marca - se sua única aposta são as polêmicas, depois que todos os tabus forem transgredidos o que restará?

É isso gente.
E amanhã tem mais...

Deixo aqui alguns anúncios polêmicos que encontrei. Não censurei nada!