2010-03-12
Hoje em dia vende-se de tudo!
É muito prazeroso, mas também muito difícil escrever este blog: é uma luta encontrar assuntos inspiradores diariamente, de segunda a sexta feira. Por isso, quando algum leitor me sugere um tema, ai que delícia! E foi isso que aconteceu hoje. Minha irmã, Renata, que mora em Londres, leu uma matéria curiosa e me deu a dica. Assim, vamos falar hoje sobre serviços e produtos esquisitos que são oferecidos mundo afora. É quase uma inspiração para as Organizações Tabajara!
O primeiro caso - a sugestão da Renata - faz a gente pensar se não estamos chegando ao final dos tempos. Sei que costumo fazer estas considerações apocalípticas aqui, mas vejam se eu não tenho razão e estamos todos perdendo o juízo (além de sermos eternas crianças como também já defendi aqui). Estou falando de uma agência de viagens que leva o seu brinquedo preferido para fazer turismo!!! Sim, você leu certo, eu não bebi e não faço uso de nenhuma droga ilícita (nem lícita). Hoje já existe uma agência de viagens - The Toy Travelling Agency (http://www.toytraveling.com) - que proporciona ao seu bichinho de pelúcia ou às suas bonecas queridas, férias luxuosas e inesquecíveis (!?!) além de te enviar fotos deles nos cenários paradisíacos escolhidos, comprovando que seus brinquedos realmente estiveram lá (para o caso de eles se esquecerem de te contar...).
A empresa oferece seus inestimáveis préstimos aos europeus, japoneses e aos americanos. O preço da aventura varia conforme o pacote escolhido, mas fica entre 90 e 150 euros (alguns incluem comunicação diária com sua boneca, tratamentos de aromaterapia, massagens...). Que tal discutir com sua Fofolete ou com seu Max Steel seus planos para as próximas férias?
Mas não pensem que as esquisitices terminam aqui, por que tem mais!
BTTR Ventures (Back to the Roots Ventures), um negócio pequeno, ainda no começo, criado por dois universitários. Eles aprenderam que cogumelos crescem em superfícies duras como madeira. Juntaram a isso o fato de que o consumo de café nos USA é muito grande. Daí para plantar cogumelos gourmet numa superfície de grãos de café e proporcionar cogumelos orgânicos aos consumidores foi um pulo. A dupla busca grãos de cafés que serão jogados fora pelas coffee shops americanas (toneladas) e monta esta caixinha mimosa aí da foto. O negócio é um sucesso! Legal, né?
Vanity Barcode (we make barcodes exciting!)- http://www.vanitybarcodes.com/: o que esta empresa oferece são códigos de barra que funcionam também como decoração para a sua embalagem. Simples, né? Ainda assim alguém pensou que o mundo precisava disso.
Casttoo: tem coisa mais desagradável do que ter que usar gesso por conta de um osso quebrado? Tem sim, é olhar para aquele gesso ficando encardido, dia após dia! A Casttoo é uma empresa do Colorado que faz adesivos para tornar seu convalescença um pouco menos modorrenta. É só ligar o secador de cabelo e deixar o calor fundir o adesivo ao gesso. Os preços variam de 20 a 40 dólares, dependendo do tamanho do doente. Tem mercado prá tudo, né?
É isso, gente. Muitos negócios e oportunidades podem parecer bizarras, mas tem muita gente ganhando dinheiro com eles. Eu sempre digo que no mundo há consumidores ávidos por comprar qualquer coisa! Sempre tem alguém precisando justamente daquilo que você está vendendo!
Para finalizar, alguns produtos estranhíssimos vendidos na meca da bizarrice - o Japão:
Você tem uma boa idéia? Eu ando atrás de uma...
E segunda-feira tem mais...
2010-03-11
Por que amamos tanto nossos bichinhos?
Já contei aqui que minha casa abriga alguns bichinhos!
Meus três filhos adoram animais e a Helena, minha filha, é quem sempre decide que é tempo de adotar mais um. Evidentemente que, na maioria das vezes, eu tenho que fazer o papel da mãe chata que não deixa a população animal crescer. Se não fosse assim, já estariam morando conosco um coelho, alguns pintinhos (que, se sobrevivessem à fúria da Cindy, nossa gata, já teriam se tornado galinhas e galos cacarejantes), vários, vários hamsters, uma infinidade de gatos e toda a população de cachorros vira-latas de São Paulo.
Como não dá para ser assim, temos o Theo, um cachorrinho shitzu bem ardido, a Cindy, uma gata já com seis anos e bem carinhosa, o Peixoto, um peixinho preto que vive solitário em um aquário de frente para a televisão, na cozinha - ele adora programas culinários (menos aqueles em que pescados são servidos!) e tínhamos, até anteontem, o Olavo, um porquinho da India, morador mais recente aqui do Morumbi.
Pois bem, o Olavo é o motivo do post de hoje! Ontem, quando acordamos, percebemos que o pobrezinho tinha morrido, silenciosamente, durante a noite. Claro que a choradeira tomou conta das crianças, especialmente da Helena que não se cansa de se culpar pelo passamento do bichinho ("como eu não percebi que havia alguma coisa de errado?", "será que ele sofreu?", "por que meu sono é tão pesado?") . Foi uma manhã de luto e providências funerárias aqui em casa - não sabíamos o que fazer com o cadáver, nem com seus pertences - gaiola, pratinhos, comidinhas, serragem...
Aí fiquei pensando o porquê de tanto sentimento. Claro que somos uma família que gosta de animais e mais do que isso, nos apegamos demais a eles. Então, nada mais natural do que sofrer quando eles vão embora. Mas, queria entender algo mais profundo: por que, levando a vida corrida que levamos, ainda sentimos falta de termos outros seres para cuidar, a quem nos dedicar, vidas que precisam da nossa atenção e de nosso tempo? Pior, pequenas criaturas que trazemos para dentro de casa, que tratamos como gente e que, no meu caso, tenho extrema dificuldade em disciplinar?
Li uma matéria que dizia que a presença de animais de estimação estimula dois mecanismos psicológicos primitivos nos seres humanos: projeção e narcisismo.
A projeção é um mecanismo de defesa que faz com que a gente atribua ao outro, pensamentos, sentimentos, desejos e carências que parecem inaceitáveis em nós mesmos. Explico: a gente projeta nos animais de estimação nossas características, comportamentos e necessidades. É como se a gente amasse o cachorrinho não pelo que ele é, mas pelo que a gente imagina que ele seja. Gostamos de atribuir qualidades aos nossos animais, que não sabemos ao certo se são reais. Tenho amigos que dizem "Meu gato é super mal humorado pela manhã" - será? Outros declaram "Se não levo meu cachorro para passear, ele fica bravo e faz questão de fazer xixi no meu tapete favorito" (o cachorro sabe mesmo qual é o seu tapete favorito ou é você que vê nele traços de uma peronalidade vingativa que, na realidade, são seus?). E eu tenho que confessar que não sei se o Peixoto gosta tanto assim de assistir à Nigella cozinhando, mas eu adoro e gosto de pensar que ele me faz companhia na cozinha...sem comentários.
Tentando entender o lado narcisista da questão, parece que adotamos animais de estimação para suprir nossa necessidade de gratificação. De acordo com este pensamento, gatos e cachorros nada mais são que instrumentos de nosso prazer. Através do cuidado que dispensamos aos nossos animais, nos sentimos importantes, insubstituíveis, amados, poderosos (estas criaturas dependem de nossos cuidados).
Bom, no fim, nada disso importa. O que eu sei mesmo é que é uma delícia chegar em casa e encontrar um gatinho enroscado no sofá ou um cachorro na porta abanando o rabo, muito, muito feliz por te ver (esta é a minha interpretação narcísica).
Eu faço parte daquele time de pessoas que acredita que "quem não gosta de animais bom sujeito não é" (mas é claro que esta teoria tem um montão de furos, já que Adolf Hitler amava seus dobermanns).
É isso gente.
E amanhã tem mais...
2010-03-10
Embalagens que enganam II
Fiquei tão animada com o post de ontem sobre as embalagens e rótulos que me tiram do sério, que resolvi continuar com o mesmo tema. Dei uma passada na despensa aqui de casa e depois fui pesquisar na net.
Na rede achei algumas coisas engraçadas, como no blog pt.netlog.com onde encontrei uma lista de produtos com recomendações inacreditáveis em suas embalagens (em Portugal). O autor do blog, um português, se mostrava indignado com os avisos (com toda a razão)! Vejam as que selecionei:
1) Num secador de cabelos: 'NAO USE QUANDO ESTIVER DORMINDO'
2) Numa touca de banho: 'VÁLIDO APENAS PARA UMA CABEÇA' (?!?)
3) Na sobremesa Tiramisú da marca Tesco, impresso no lado de baixo da caixa: 'NÃO INVERTER A EMBALAGEM' (se a pessoa leu o aviso, tarde demais...a embalagem já está virada)
4) No pudim da Marks & SPencer: 'ATENÇÃO: O PUDIM ESTARÁ QUENTE DEPOIS DE AQUECIDO'
5) Nos comprimidos para dormir da Nytol: 'ADVERTÊNCIA: PODE PRODUZIR SONOLÊNCIA' (ainda bem, né?)
6) Numa caixa de luzes decoração de Natal: 'USAR APENAS NO INTERIOR OU NO EXTERIOR' (onde mais?)
7) Num saquinho de batatas fritas que anunciava uma promoção: 'VOCÊ PODE SER O VENCEDOR. NÃO É NECESSÁRIO COMPRAR.DETALHES DENTRO'. (!?!)
Adorei! Não sei quem escreve essas coisas, mas sempre tive a impressão de que esta é uma área na qual as empresas não prestam muita atenção. Aí dá nisso, né?
Claro que esta é a parte divertida da história, mas nem sempre a gente acaba rindo quando descobre, depois de comprar um produto, que as coisas não são bem assim. Sabe aquele sorvete que no rótulo do pote aparece lindo, cremoso, cheio de frutas maravilhosas? Pois então, não é uma decepção abrir a embalagem em casa e sentir o gosto de gordura hidrogenada gelada misturada a uns pedacinhos de alguma coisa também gelada que supostamente seriam as tais frutas?
Sempre me surpreendi com a falta de conexão entre beleza das imagens de alguns sanduíches na TV e nas revistas e a decepção da realidade cara-a-cara. Tudo tão desmilinguido..
Querem mais exemplos? Estes vêm da minha despensa:
Adoro comprar complexos vitamínicos, pílulas milagrosas que prometem me deixar mais alta, mais magra, mais jovem, mais bonita, mais esperta, mais rápida, mais feliz, mais tudo! Assim, uma visita a uma drugstore americana equivale, em animação e curiosidade, a uma visita à Disney (exagero, mas que eu gosto, gosto).
Da última vez que estive por lá, comprei nada menos que nove frascos de vitaminas - ginkgo biloba, E, cromo, um complexo de cálcio/magnésio/zinco, pílulas de chá verde, cápsulas de canela e por aí vai. Sempre animada com as promessas contidas nas embalagens. Tomemos o exemplo do Ginkgo Biloba, em que o fabricante promete: "pesquisas científicas documentam a habilidade do Ginkgo em melhorar a memória". Já gostei, afinal, quem não quer preservar suas faculdades cerebrais por mais tempo? Põe na cestinha, vou levar!
Horas depois, já de volta ao hotel, comecei a ler os rótulos dos frascos com mais cuidado. Sabe o que percebi? Percebi que depois daquela promessa de garantir minhas lembranças havia um...ASTERISCO! Sim, olha ele lá de novo!! Com medo do que iria encontrar, fui procurar as letras minúsculas correspondentes ao bendito sinal. O que eu achei no verso do rótulo, bem escondidinho? A seguinte ressalva: "Estas declarações não foram avaliadas pelo Food and Drug Administration. Este produto não tem a intenção de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença".
Ai que decepção!!!! Nem prevenir... Pior ainda foi constatar que este asterisco estava presente em todas as minhas vitaminas! Oh tristeza...este sinalzinho me persegue! Claro que continuo tomando meus comprimidinhos, mas já não acredito tanto...e a gente sabe que a fé no tratamento é tudó, né? Pois é...
O mesmo asterisco está presente na caixinha do caldo Knorr. É só olhar para o lembrete "Caldo de carne 'sem conservadores*'". Este "claim" (é assim que os marketeiros chamam este tipo de argumento que comunicam o benefício de um produto) nos induz a imaginar que este caldo é mais natural do que seus concorrentes e mais até do que o próprio Knorr anterior ao novo "sem conservadores*". Que tipo de aviso estaria contido no asterisco então? Já digo: "*como todos os alimentos do mesmo tipo!" Será que é isso, então? Todos os temperos neste formato estão livres de conservadores? Então, não há um mais "natural" do que o outro como somos levados a pensar? Não gosto...me sinto enganada! O fabricante não está dizendo nenhuma mentira, mas a forma como a informação chega a nós consumidores é capciosa.
Um levantamento do LatinPanel para a Abre (Associação Brasileira de Embalagens) constatou que 82% das donas de casa já leram rótulos de produtos. Desse total, 39% afirmam fazê-lo sempre. Segundo os consultores, esse é um hábito que ainda vai crescer bastante entre os consumidores. Ainda bem.
É isso!
E amanhã tem mais...
2010-03-09
Embalagens que enganam!
A função de uma embalagem não é só acondicionar e proteger um produto. Embalagens servem também como instrumento de comunicação entre fabricante e consumidor, além de serem poderosos instrumentos de persuasão - eu já comprei produtos que não conhecia, mas que me convenceram por suas embalagens irresistíveis. Vejam alguns deles abaixo - todos da Bath and Body Works, marca americana, de preço (bem) honesto e de produtos muito caprichados. Lindos, né?
Pois é, mas quero falar neste post sobre o inverso: embalagens que não encantam, mas que irritam e enganam!
Já falamos aqui sobre as embalagens (americanas) que não são claras quanto às informações nutricionais e que acabam induzindo o pobre (e gordo) consumidor a comer mais do que deveria - o incauto comilão acaba achando que está ingerindo menos calorias do que realmente está. Vejam abaixo - produtos pequenos, que intuitivamente acreditamos ser "dose única", mas que ao ler o rótulo percebemos ser o "serving size" ou "tamanho da porção" apenas uma fração do pacote. Em outras palavras, ao comer uma xícara da sopa (lata inteira) as calorias devem ser multiplicadas por dois. O mesmo vale para o pacote de salgadinho, que aqui mais parece um sachet e para a garrafinha de isotônico.
Outra coisa que me tira do sério são os famosos asteriscos, presentes em tantas embalagens brasileiras. Já vi em loções para a pele - produto sem álcool*. Ao consultar o dito asterisco, vi que o produto não tinha um tipo específico de álcool mas que tinha vários outros. O mesmo vale para shampoos sem sal...Fiquem de olho!
Mais um exemplo do malfadado asterisco: vi um shampoo (não me lembro qual a marca) que anunciava em seu rótulo - "cabelo cresce muito mais forte, até 1,3cm por mês*" Para que o asterisco? Para que a gente lesse a ressalva a seguir: cabelos saudáveis crescem 1,3 cm por mês". Ou seja, se lavar os cabelos com qualquer shampoo, seus cabelos vão crescer os mesmos 1,3 cm. Ai que raiva!! Quanta palhaçada!
Por último, um tipo de nomenclatura de produto que só vi no Brasil: leio a embalagem - Queijo Parmesão. A "pegadinha é que entre as palavras "queijo" e "parmesão" há, em fonte menor, a palavra "tipo". Resumindo, você acaba de comprar não um queijo parmesão, mas um queijo TIPO parmesão. O que é isso? O que significa este "tipo"? Será que é "mais ou menos parmesão"? Preço de parmesão mas gosto de meia-cura? Não dá, né?
Agora, por último mesmo, vou lembrar aqui do que o pessoal do blog comacomosolhos.com notou ao comprar esta nova garrafinha da Nestle: Bebida Láctea Alpino. Qual não foi a surpresa desta turma ao dar de cara com a seguinte inscrição na embalagem: "este produto não contém chocolate alpino". Hein?
É isso, gente.
E amanhã tem mais!
2010-03-08
2ª feira é dia de fazer o bem - hoje, Dia Internacional da Mulher, ELAS Mudam a Realidade!
Antes de mais nada quero avisar que instalei o dispositivo "subscribe via e-mail" aqui no blog (olha aí do seu lado esquerdo). Com isso, você só precisa adicionar seu email para que seja notificado sempre que um novo post surgir por aqui. Você receberá uma confirmação no email especificado, bastando clicar no link indicado para finalizar sua inscrição. Essa é para você Fabrizio, que me cobrou uma ferramenta para facilitar sua vida. Espero que facilite!
Agora, vamos ao assunto de hoje. Como todos já sabem segunda-feira para mim é dia de espalhar o bem, é dia de lembrar que, apesar de tanta confusão acontecendo no mundo, tem muita gente se preocupando com o próximo e contribuindo para uma vida melhor.
Sei que me repito, mas é impressionante o número de projetos sociais que têm como principal foco desenvolver o potencial das mulheres - normalmente mães de família! Até me emociono! É isso mesmo gente, porque no final das contas são elas que trabalham, que educam, que estão sempre presentes, que não abandonam nem decepcionam seus filhos!
Hoje quero falar do Elas, um fundo de investimento social voltado exclusivamente para a promoção do protagonismo das mulheres (é o único no Brasil). Mais uma vez, a idéia é que investir nelas é o caminho mais rápido para o desenvolvimento de um país. Nas palavras do Elas: "Quando se investe nas mulheres, a vida de seus filhos e das pessoas a sua volta se transforma, gerando resultados diretamente em comunidades, cidades, estados e, por fim, em todo o Brasil." Nós já vimos, aqui mesmo no blog, que esta confiança depositada no "sexo frágil" está presente em vários projetos - a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras importantes organizações (inclusive a "superpotência" Oprah Winfrey, lembram?) afirmam que as mulheres são as principais agentes de transformação da sociedade. Vocês não acham isso o máximo? Eu acho! São mulheres fortes, sofridas mas guerreiras! São mulheres que têm um sonho e que não desistem nunca.
O Elas atua principalmente nas áreas de promoção de independência econômica, ampliação ao acesso à educação, prevenção da violência contra mulheres, jovens e meninas. Como eles elegem quem vão ajudar? Por meio de concursos - os melhores projetos de pequenos negócios recebem entre 5 mil e 15 mil reais e oficinas de capacitação, gestão administrativa e marketing. Já foram patrocinados 207 núcleos de artesãs do Nordeste, meninas do Hip Hop do Sudeste e vítimas da violência doméstica no Sul. Com esta ajuda, 25 mil brasileiras iniciaram seus pequenos negócios. Gostei tanto do trabalho deste pessoal que quero dividir alguns "cases de sucesso" com vocês:
1) Fazendo Gênero Digital (Grupo Fêmea) - São João do Meriti, RJ: iniciativa que permitiu que mulheres acessassem o universo digital, desmistificando conceitos e descobrindo um mundo de oportunidades - reais e digitais.
De início, elas eram tímidas, resistentes ao equipamento, tinham medo de tocar, achavam que dava choque e que aquilo era apenas para gente jovem. Algumas jamais tinham visto um computador. E foi de botão em botão, de tecla em tecla, que elas foram aprendendo a formatar textos, criar atalhos, inserir figuras, pesquisar sites e enviar e-mails. Craques na Internet e na velocidade do mundo digital, as mulheres foram virtualmente a lugares inimagináveis, entraram em contato com pessoas que não viam há muito tempo e algumas até conseguiram trabalhos.
Para M. o primeiro e-mail foi apenas o início de uma grande virada pessoal e profissional, que deletou da sua vida a violência doméstica. Com o impulso, ela terminou o Ensino Médio e conseguiu emprego como higienista em um supermercado. “Descobrir pela Internet que outras mulheres viviam a mesma situação de violência, foi um grande passo que a levou a reagir e mudar sua história”, destaca Leila.
Mãe de sete filhos, M. foi mais longe. Juntou, com seu esforço e trabalho, dinheiro suficiente para comprar um computador. Hoje, o equipamento tem lugar de honra na casa e é onde ela treina o que aprendeu, se comunica com o mundo e ainda incrementa a renda da família. “Ela está remontando a sua vida. Trabalha e participa de ações e campanhas contra a violência. E ainda acredita em um mundo melhor para as mulheres”, finaliza Leila.
Incrível, né?
2) Quilombo Asantewaa - Centro de Formação para Mulheres Negras, Salvador, Bahia: Cuidar da saúde da mulher negra, moradora da periferia. Trabalhar como multiplicador do conhecimento que garanta o bem-estar das participantes, o aprendizado da sexualidade consciente, a prevenção da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis.
A iniciativa conseguiu criar nas mulheres a consciência da necessidade do cuidado com a saúde, do uso do preservativo e das visitas periódicas ao ginecologista. “Houve uma mudança na relação da mulher com seu corpo. Elas começaram a compreender o corpo como algo que vai muito além do físico e do biológico”, destaca a coordenadora Ana Rita.
E se o corpo mudou de status, a auto-estima também aumentou, deixando de lado uma visão depreciada da identidade feminina negra em que os cuidados com a prevenção às doenças eram mínimos ou mesmo inexistentes. “As mulheres discutiram e repensaram sobre seus corpos, suas histórias, sua saúde e suas identidades negras”, comenta Ana Rita.
O processo que começou com as mulheres obteve continuidade com a participação e o apoio de todos os integrantes dos bairros periféricos de Salvador.“Percebemos um importante envolvimento da comunidade como um todo, o que gerou reflexões coletivas. Mulheres e homens ajudaram a oficina a acontecer e se comprometeram a continuar tendo atenção à sua saúde”, finaliza Ana Rita.
Para terminar, vejam alguns números: atuando desde 2001, o ELAS – Fundo de Investimento Social já apoiou 180 grupos de meninas e mulheres e doou R$ 901.265,35 diretamente através de concursos de projetos. Além de apoiar financeiramente os grupos, a organização atua junto às integrantes, oferecendo treinamentos e seminários de formação e monitorando suas atividades para maximizar os resultados. O ELAS já apoiou diretamente mais de 25 mil meninas e mulheres e indiretamente mais de 100 mil pessoas.
É bom começar a semana com este sopro de otimismo, com a certeza de que é possível a gente melhorar o mundo e a vida de muitas famílias - e sabe que nem é tão caro, assim? Cada um dos projetos acima recebeu uma ajuda de menos de R$ 5mil. Dá para acreditar que tão pouco dinheiro produz tanto resultado? Quando em mãos honestas, competentes e interessadas, é isso que acontece!
Quer ajudar? Dá uma passadinha lá - http://elasfundo.org/default.asp
É contagiante!
É isso! E amanhã tem mais!
Para M. o primeiro e-mail foi apenas o início de uma grande virada pessoal e profissional, que deletou da sua vida a violência doméstica. Com o impulso, ela terminou o Ensino Médio e conseguiu emprego como higienista em um supermercado. “Descobrir pela Internet que outras mulheres viviam a mesma situação de violência, foi um grande passo que a levou a reagir e mudar sua história”, destaca Leila.
Mãe de sete filhos, M. foi mais longe. Juntou, com seu esforço e trabalho, dinheiro suficiente para comprar um computador. Hoje, o equipamento tem lugar de honra na casa e é onde ela treina o que aprendeu, se comunica com o mundo e ainda incrementa a renda da família. “Ela está remontando a sua vida. Trabalha e participa de ações e campanhas contra a violência. E ainda acredita em um mundo melhor para as mulheres”, finaliza Leila.
Incrível, né?
2) Quilombo Asantewaa - Centro de Formação para Mulheres Negras, Salvador, Bahia: Cuidar da saúde da mulher negra, moradora da periferia. Trabalhar como multiplicador do conhecimento que garanta o bem-estar das participantes, o aprendizado da sexualidade consciente, a prevenção da gravidez indesejada e das doenças sexualmente transmissíveis.
A iniciativa conseguiu criar nas mulheres a consciência da necessidade do cuidado com a saúde, do uso do preservativo e das visitas periódicas ao ginecologista. “Houve uma mudança na relação da mulher com seu corpo. Elas começaram a compreender o corpo como algo que vai muito além do físico e do biológico”, destaca a coordenadora Ana Rita.
E se o corpo mudou de status, a auto-estima também aumentou, deixando de lado uma visão depreciada da identidade feminina negra em que os cuidados com a prevenção às doenças eram mínimos ou mesmo inexistentes. “As mulheres discutiram e repensaram sobre seus corpos, suas histórias, sua saúde e suas identidades negras”, comenta Ana Rita.
O processo que começou com as mulheres obteve continuidade com a participação e o apoio de todos os integrantes dos bairros periféricos de Salvador.“Percebemos um importante envolvimento da comunidade como um todo, o que gerou reflexões coletivas. Mulheres e homens ajudaram a oficina a acontecer e se comprometeram a continuar tendo atenção à sua saúde”, finaliza Ana Rita.
Para terminar, vejam alguns números: atuando desde 2001, o ELAS – Fundo de Investimento Social já apoiou 180 grupos de meninas e mulheres e doou R$ 901.265,35 diretamente através de concursos de projetos. Além de apoiar financeiramente os grupos, a organização atua junto às integrantes, oferecendo treinamentos e seminários de formação e monitorando suas atividades para maximizar os resultados. O ELAS já apoiou diretamente mais de 25 mil meninas e mulheres e indiretamente mais de 100 mil pessoas.
É bom começar a semana com este sopro de otimismo, com a certeza de que é possível a gente melhorar o mundo e a vida de muitas famílias - e sabe que nem é tão caro, assim? Cada um dos projetos acima recebeu uma ajuda de menos de R$ 5mil. Dá para acreditar que tão pouco dinheiro produz tanto resultado? Quando em mãos honestas, competentes e interessadas, é isso que acontece!
Quer ajudar? Dá uma passadinha lá - http://elasfundo.org/default.asp
É contagiante!
É isso! E amanhã tem mais!
2010-03-07
And the Oscar goes to...
Este ano tentei ver todos os filmes indicados ao prêmio maior antes da festa, mas ainda consegui!
Candidatos:
Avatar - aqui alguns vão querer me matar, mas achei o filme chato. Pastel de vento!
Um Sonho Possível - não vi ainda, mas é o próximo em minha lista
Distrito 9 - adorei! Diferente, barato, originalíssimo. Muito bom
Educação - não vi, mas vou!
Guerra ao Terror - muito bom, a antítese de Avatar, em tudo! Produção barata, assunto que afugenta o público (quem aguenta ainda a guerra no Iraque?), Kathryn Bielow x James Cameron! Um filmaço!
Bastardos Inglórios: MEU FAVORITÍSSIMO!!! Quem não viu, veja! Na minha opinião, o melhor filme de 2009 e o mais inspirado do Tarantino! Uma catarse - enredo original, atuações estupendas (o alemão é inesquecível!), cenas incríveis e ainda por cima a gente dá umas boas risadas (nervosas)! Torço por ele! Tomara que ganhe (mas não acredito muito)!
Preciosa: li o livro, mas não vi o filme, que foi pouco explorado nas grandes salas de São Paulo. Vou ter que esperar pelo DVD ou pelo Telecine.
Um Homem Sério: não vi!
Up-Altas Aventuras: ma-ra-vi-lho-so! Um encantamento, pura mágica. É por filmes como este que amo a Disney e a Pixar. Combinação imbatível!
Amor sem Escalas - não vi ainda!
É isso, gente!
Preparem o balde de pipocas ou a guloseima que mais lhe agrade e assista até a hora que der.
E amanhã tem mais...
2010-03-05
Duas Dicas
Visitei, por indicação, três blogs que adorei e deixo aqui as dicas para quem se interessar:
1) http://www.designspongeonline.com : blog muito charmoso e cheio de bossa. Vai lá conhecer, é um encanto!

2) http://errosdemarketing.blogspot.com/ : para quem gosta do tema, um prato cheio! Divertidíssimo!

3) Coma com os Olhos - as mentiras que nos obrigam a engolir. Muito, muito bom!

É isso.
E segunda-feira tem mais!
1) http://www.designspongeonline.com : blog muito charmoso e cheio de bossa. Vai lá conhecer, é um encanto!

2) http://errosdemarketing.blogspot.com/ : para quem gosta do tema, um prato cheio! Divertidíssimo!

3) Coma com os Olhos - as mentiras que nos obrigam a engolir. Muito, muito bom!

É isso.
E segunda-feira tem mais!
Consumo Ético

Esta tendência ainda não chegou aqui mas já se faz presente no primeiro mundo: pessoas que fazem do consumo um ato político!
A escolha é ampla - compra-se créditos de carbono, frutas e verduras orgânicas, papel reciclado, um produto qualquer cuja aquisição gera uma doação de um percentual do valor da compra para alguma causa social/ambiental, e muitas outras alternativas para que você manifeste suas convicções e esperanças.Este consumo político não é novo, a diferença entre o que acontecia há alguns anos e o que se observa agora, é que esta demonstração hoje é positiva, enquanto que as primeiras resumiam-se ao boicote, uma forma negativa de protesto.
Um estudo feito recentemente concluiu que 62% dos americanos se dipõem a pagar US$5 mais por um suéter de US$20 que seja produzido de forma mais ética.Aí surge a questão: o consumo é uma nova forma de cidadania ou é um sinal de como a cidadania está desgastada? Os defensores do consumo consciente acreditam que esta forma de expressão de sua vontade é mais eficiente até do que o voto, afinal compramos todos os dias e votamos com uma frequência infinitamente menor - assim, sua carteira e suas escolhas diárias são suas grande armas.
Mas, claro, como tudo, o consumo ético também atrai críticos! Alguns afirmam que a politização do consumo distorce os preços e impõem condições arbitrárias aos produtores - como, insistir que agricultores pobres matriculem seus filhos na escola (não acho que isso seja arbitrário! Criança tem que estar na escola mesmo. Não consigo tratar deste assunto com sutileza, nem considerar a vontade dos pais!)
Em 2009, uma campanha de marketing chamada RED, anunciava que a compra de Ipods e outros produtos ajudava a financiar o combate do HIV na África. Mais uma vez alguns acadêmicos condenaram a iniciativa por julgarem que este modelo de transferência de recursos substitui os programas de saúde financiados pelos impostos por um sistema de caridade voltado para o consumo. Cidadania de consumo como também é chamado, de forma pejorativa, o consumo consciente, permite que o Estado fuja de suas responsabilidades, acreditam seus detratores. Será? Será que uma coisa inviabiliza a outra? Será que não dá para promover campanhas de ajuda, mas ainda assim pressionar os governos para que façam a sua parte?É isso!
Marcadores:
comportamento consumidor,
consciente,
consumo ético,
propaganda
2010-03-04
Geração Global
O conceito de "geração global" é uma das idéias que mais tem me entusiasmado (e provocado uma ponta de inveja) nos últimos tempos! Vocês já ouviram falar? Para aqueles que ainda não estão familiarizados com o tema lá vai: geração global é uma geração de jovens que não tem medo do mundo! Este pessoal tem uma imensa noção de pertencimento - em outras palavras, acho que é a primeira geração de pessoas que não se sente "presa", "enraizada" no país onde nasceu.
Eles são os novos "exploradores", no melhor sentido da palavra: este pessoal encara o globo terrestre como o quintal de sua casa e não se intimada. É o americano que aceita uma proposta de trabalho no Vietnã, o alemão que vai para Indonésia tirar fotos, o brasileiro que vai ser voluntário na África... Parece que é a primeira geração que percebe que para ser bem sucedido nestes novos tempos é preciso sair para o mundo, entender o mundo, experimentar o mundo!
Já existe até um site - Glimpse.org - que identifica os integrantes desta tendência disponibiliza para eles um espaço para que cada um conte seus casos, divida sua vivência em outro país. Deixo aqui o link da Glimpse no You Tube onde há um video contando um pouco desta história tão inspiradora!

http://www.youtube.com/watch?v=1n1ljfK4aOU
Os integrantes da "Geração Global" são moderníssimos e têm como lema de vida "sair da zona de conforto" - eu tento tanto ser assim...São pessoas que se arriscam, que se jogam na vida e no mundo...não têm medo de nada! E é claro que as empresas estão atrás dessa gente - afinal, eles são criativos, "esponjas" que absorvem inspiração no mundo todo - quem não quer um time destes trazendo inovação para sua marca?
A existência da GG é uma coisa esperançosa. Nunca tantos jovens foram tão conscientes dos desafios comuns que o globo enfrenta, tão determinados a "ir lá" aprender a respeito, ou tão decididos a dar sua contribuição para um mundo mais equitativo. A cibercomunidade sem fronteiras das redes sociais tem um efeito poderoso sobre suas opiniões.
Como diz o colunista Roger Cohen, "Daniel, BRITÂNICO, vai passar um mês no Brasil aprendendo com marketeiros BRASILEIROS a vender, para 80 milhões de cidadãos do VIETNÃ, uma cerveja AMERICANA (Budweiser), que agora pertence a uma empresa BELGA." É uma mistura exótica e fascinante, não?
É isso gente. Não existem mais fronteiras. Vivemos esta realidade na minha família há tempos: minha irmã mora em Londres, meu irmão em Boston, minha mãe quer se mudar para os estados Unidos e minha única tia mora, juntamente com meu tio e primas,na Austrália. A diferença é que a gente se auto define como ciganos mesmo!
E amanhã tem mais...
2010-03-03
A Devassa Paris Hilton II

O assunto da proibição do comercial da cerveja continua dando o que falar! Escrevo aqui apenas algumas linhas para complementar o post anterior. A coluna do Fernando de Barros e Silva (Folha de SP, 03/03) é muito oportuna ao lembrar: em que aspecto a "Devassa Paris Hilton" é mais sexista e desrespeitosa às mulheres do que a "Boa" Juliana Paes? Será que é porque a primeira é americana, loira, herdeira e milionária (combinação que no Brasil soa como palavrão!)?
A leitora Cabral de Barros deixou um comentário alertando-me para o fato de que a suspensão da campanha funcionou como um "golpe publicitário" e que só trouxe benefícios para a marca da cerveja. Claro que isso é verdade, como comprova o antepenúltimo parágrafo do post anterior (quase todo mundo ficou a favor da cerveja), mas o que realmente me incomoda é o fato de um órgão governamental ter autoridade para tirar o filme do ar, alegando que nós consumidores (especialmente as mulheres) estamos sendo desrespeitados. Como me incomoda esta postura paternalista vinda de alguém que não é meu pai!! Isso para mim só tem um nome: CENSURA. E censura do tipo Hugo Chávez (pé de pato, mangalô, três vezes!!!). Credo...
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